Com robótica e tecnologias digitais em expansão, empresas buscam máquinas que reduzam tarefas manuais, controlem melhor o processo e se adaptem à produção de cada cliente
A automação industrial já não se limita às grandes linhas de montagem. Atualmente, as fábricas também automatizam etapas como pesagem, contagem, alimentação, embalagem e selagem de produtos. Na prática, a tecnologia ajuda as equipes a repetir uma operação com mais regularidade, reduzir tarefas manuais e acompanhar informações importantes do processo.
Além disso, esse movimento ganhou força nos últimos anos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informa que 89,1% das empresas industriais brasileiras com 100 ou mais pessoas ocupadas utilizaram pelo menos uma tecnologia digital avançada em 2024. No mesmo período, 30,5% dessas empresas empregaram robótica, contra 27,7% em 2022. Entre as empresas que adotaram alguma tecnologia avançada, 90,3% relataram aumento da eficiência como um dos benefícios obtidos.
No cenário internacional, os números também mostram uma expansão contínua. A Federação Internacional de Robótica (IFR) registrou 542.076 instalações de robôs industriais no mundo em 2024. Esse resultado ficou em segundo lugar na série histórica. Ao mesmo tempo, o estoque global chegou a 4,66 milhões de robôs em operação, alta de 9% em relação ao ano anterior.
Onde a automação aparece
Em uma fábrica, automatizar não significa necessariamente instalar um braço robótico. Muitas vezes, o primeiro passo consiste em organizar uma etapa específica da produção. Por exemplo, uma pesadora pode controlar a quantidade colocada em cada embalagem, enquanto uma contadora separa peças, cápsulas ou produtos congelados. Da mesma forma, um alimentador pode levar o material até a máquina seguinte, e uma empacotadora pode concluir o fechamento do produto.
Por isso, a escolha do equipamento depende do produto, do volume fabricado, do tipo de embalagem, do espaço disponível e do nível de integração desejado. Uma máquina adequada para grãos, por exemplo, pode não atender bem a uma operação com peças plásticas ou produtos farmacêuticos. Dessa forma, a equipe precisa analisar as características do processo desde o início.
A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) reforça esse ponto. Em um levantamento com mais de mil empresas, 69% dos participantes informaram que utilizavam ao menos uma tecnologia digital em 2021 5. Naquele momento, 46% das empresas usavam automação digital com sensores para controlar processos. Além disso, 66% dos participantes apontaram o custo de implementação como a principal barreira interna.
O trabalho da JHM Máquinas
Nesse cenário, a JHM Máquinas atua no segmento desde 1992, de acordo com informações publicadas pela própria empresa 3. Atualmente, seu portfólio inclui contadoras, pesadoras, empacotadoras, seladoras com datador, sacheteiras e alimentadores automáticos.
A JHM apresenta aplicações para alimentos, produtos congelados, grãos, pós, ervas, biscoitos, nozes, peças plásticas e metálicas, cápsulas, comprimidos e outros itens. Além disso, a empresa informa que desenvolve soluções personalizadas para adequar o equipamento ao produto e ao fluxo de cada fábrica.
Entre os equipamentos divulgados, a JHM oferece a empacotadora Mecapack para operações de maior volume. O modelo também trabalha com sistemas de pesagem. Já a Minipack atende empresas que procuram uma alternativa compacta para diferentes setores. Segundo a JHM, esse modelo pode alcançar até 60 ciclos de selagem por minuto, utiliza alimentação elétrica de 220 volts e aceita uma codificadora integrada para imprimir dados como lote, código de barras e validade. No entanto, a configuração escolhida para cada projeto define as especificações finais.
A personalização aparece também em detalhes do transporte e da coleta. Em um exemplo publicado no blog da empresa, a equipe da JHM adaptou uma empacotadora para fazer as embalagens deslizarem diretamente para uma caixa de coleta, em vez de seguirem por uma esteira. Assim, esse tipo de ajuste pode ajudar fábricas com pouco espaço ou que precisam conectar a máquina a uma operação já existente.
Mais controle na embalagem
A etapa de embalagem concentra várias oportunidades de automação. Quando uma empresa integra uma pesadora a uma empacotadora, o sistema pode controlar a quantidade de produto, formar o pacote e fazer a selagem em sequência. Como resultado, a indústria consegue melhorar a padronização e reduzir perdas relacionadas ao excesso de produto ou a falhas de fechamento.
A JHM afirma que suas empacotadoras podem gerar economia de até 60% nos custos de embalagem quando as empresas utilizam bobinas. A empresa também informa que a integração com pesadoras pode reduzir esses custos em até 30%. Entretanto, esses números representam estimativas divulgadas pela própria JHM. O resultado real depende do produto, da embalagem, da velocidade da linha, da mão de obra e das condições de cada operação. Por esse motivo, a empresa interessada precisa fazer uma avaliação técnica antes de projetar a economia.
Além da velocidade, uma linha bem dimensionada pode melhorar a repetibilidade, registrar informações do produto e liberar os operadores de tarefas repetitivas. Com isso, a equipe pode se concentrar em abastecimento, inspeção, controle de qualidade e outras atividades que exigem acompanhamento humano.
Automação precisa fazer sentido para o processo
Apesar do avanço das tecnologias digitais, as empresas ainda enfrentam obstáculos para ampliar a automação. A pesquisa da CNI apontou o custo como uma das principais barreiras, além da falta de profissionais qualificados e da dificuldade para identificar tecnologias e parceiros. Por isso, muitas empresas começam por uma etapa específica, medem os resultados e só depois ampliam a automação.
Para avaliar esse investimento, a indústria deve começar pelo diagnóstico do processo. Primeiro, a equipe precisa observar onde ocorrem paradas, desperdícios, retrabalho, variações de peso, falhas de selagem ou excesso de movimentação manual. Depois, com base nesses dados, os responsáveis conseguem definir o equipamento, a capacidade necessária e o nível de integração adequado.
A JHM concentra sua experiência em operações de dosagem, contagem, alimentação e embalagem. Dessa maneira, a empresa busca atender negócios que estão dando os primeiros passos na automação e fábricas que precisam ampliar uma linha existente. Para isso, oferece máquinas padronizadas e adaptações para necessidades específicas.
Por fim, os dados do IBGE e da Federação Internacional de Robótica mostram que a automação continua avançando. Ainda assim, a empresa não deve basear sua decisão apenas na tendência do mercado. O melhor resultado aparece quando a tecnologia resolve um problema concreto da produção e atende à realidade da operação.
Números da automação industrial
- 89,1% das empresas industriais brasileiras pesquisadas pelo IBGE utilizaram pelo menos uma tecnologia digital avançada em 2024.
- 30,5% dessas empresas empregaram robótica no mesmo período.
- 90,3% das empresas que adotaram alguma tecnologia avançada relataram aumento da eficiência como benefício.
- A IFR registrou 542.076 instalações de robôs industriais no mundo em 2024.
- O mundo terminou 2024 com 4,66 milhões de robôs industriais em operação.
- 66% das empresas ouvidas pela CNI em sua sondagem de 2021 apontaram o custo de implementação como principal barreira interna à adoção de tecnologias digitais.



